O presidente da Câmara Municipal de Catalão, Deusmar Barbosa (PMDB), terá devolver aos cofres públicos R$ 24.603,97, por determinação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A corte de contas julgou ilegal contrato celebrado entre a Câmara e a empresa CAF – Construção e Comércio, após verificar majoração do valor contratado além do pagamento do valor não atestado. No processo, de 2009, foi aberto prazo para defesa. Segundo os autos do acórdão, Deusmar não fez o recolhimento do valor pago indevidamente, nem mesmo apresentou defesa. Sendo assim, o tribunal determinou o pagamento do valor devido, mais a correção monetária.
Não é a primeira vez que Deusmar é obrigado a ressarcir os cofres públicos por conta de pagamentos irregulares feitos na gestão anterior (2007-2008). Em agosto, Deusmar foi condenado à perda do mandato, inelegibilidade por oito anos e ainda à devolução solidária de R$ 200 mil aos cofres públicos, além de multa civil de até 50% desse valor.
Segundo denúncia feita pelo Ministério Público e acatada pela Justiça, Deusmar teria determinado que o pedreiro Magno José criasse uma empresa fictícia, para receber pela Câmara de Catalão, sem a devida licitação, por serviços particulares. Posteriormente, o pedreiro também teria prestado serviços à Câmara. Contudo, a maior parte dos valores pagos pelo legislativo municipal teria sido devolvido ao presidente e a pessoas de sua confiança.
Abalado, o vereador, que recorreu da sentença, disse à época que estava tendo crises hipertensivas e afirmou que não tinha mais certeza se iria continuar na legenda. “Até os meus adversários têm sido mais corretos comigo”, reclamou.
O blog do Secretário de Trabalho e Renda da Prefeitura de Catalão, Emival Mamede Leão, aliado de primeira hora de Velomar, publicou comentários ácidos sobre o presidente da Câmara de Catalão, num tom claro de satisfação com a sua condenação.
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